Esta plataforma nasceu de uma convicção simples e desconfortável: que o direito internacional não pode ter exceções geopolíticas. Que o silêncio, a certa altura, se torna cumplicidade.
Não represento uma organização. Não sou um movimento político. Sou um cidadão que vê, sente e escolhe agir — com as únicas armas que o direito coloca nas mãos de quem não tem poder: palavras precisas, factos documentados, normas escritas.
Esta plataforma alberga manifestos fundados no direito internacional, notícias sobre declarações e factos relevantes com o seu enquadramento jurídico, e petições abertas à assinatura de quem partilhe o princípio de que nenhum Estado está acima do direito.
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Não Vamos Desviar o Olhar Enquanto se Escolher a Guerra
O não uso da força como horizonte, não como descrição do direito vigente. Cinco conflitos do Médio Oriente mostram que a diplomacia, quando aplicada, funciona · 2026
Casos verificados em que uma norma de direito internacional foi violada — ou ameaçada de violação — em contextos que a informação internacional cobre pouco ou não cobre de todo. Cada caso é selecionado com o método SDR-70: não pela gravidade isolada, mas pelo desvio entre a gravidade do facto e a atenção que recebe. Cada peça indica a norma de referência, a fonte datada e o teste de simetria aplicado.
O aviso dos próprios generais: a violência dos colonos ameaça a segurança de Israel
«As consequências podem ser ainda mais catastróficas do que as atrocidades do Hamas em 7 de outubro.» — Commanders for Israel's Security, carta a Trump, 27 de julho de 2026
Condenação penal em Moscovo, sanções em Washington: duas potências, dois instrumentos diferentes, a mesma demonstração de como a justiça internacional continua romba perante quem tem o poder de a ignorar.
Mali: o exército e os mercenários russos do Africa Corps compõem um cadáver em forma de suástica após matar quatro civis
«Quando encontramos um ser humano cortado em pedaços para formar um símbolo nazi, por um exército regular, é verdadeiramente chocante.» — testemunha local citada pela RFI
Irão: o governo admite "milhares" de mortos nos protestos, depois executa os sobreviventes
«Estamos envergonhados perante o povo e temos a obrigação de ajudar todos os que foram prejudicados nestes acontecimentos.» — Masoud Pezeshkian, presidente iraniano
Junho de 2026 — Omer Bartov, «Israel: What Went Wrong?»
Gaza e a palavra «genocídio»: o que os organismos terceiros realmente determinaram, e porque pesa a voz de um estudioso do genocídio
«A minha conclusão inelutável é que Israel está a cometer um genocídio contra o povo palestiniano.» — Omer Bartov, estudioso do Holocausto e do genocídio (Brown University), New York Times, 15 de julho de 2025
Irão: rumo ao fim da guerra de 2026, e o nó por resolver do uso da força
Para o Secretário-Geral da ONU, os ataques dos EUA e de Israel violaram a Carta; também condenou como ilícitas as represálias iranianas contra os Estados do Golfo.
Leituras jurídicas de factos já no centro da cobertura mediática internacional no momento em que acontecem. Mesmo método de verificação das Análises — fonte datada, norma citada, teste de simetria — aplicado a eventos que o público já está a acompanhar noutros lugares. Cada peça indica uma data de publicação precisa, para permanecer ancorada ao momento em que foi escrita.
Quem disse o quê: a dissidência redefinida como terrorismo
«Nenhum parece normal. Estão todos deformados de alguma forma: na aparência, no vestir, nas maneiras.» — Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, 16 de julho de 2026
Um prefeito, um mandado de prisão, uma pergunta que ninguém quer levar a sério
«Netanyahu pertence a Haia: é um criminoso de guerra acusado pelo Tribunal Penal Internacional.» — Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, 18 de julho de 2026
«Pedi à Alta Representante Kallas que levasse ao Conselho dos Negócios Estrangeiros uma proposta de sanções contra o ministro Ben Gvir» — Antonio Tajani
Albânia, o parecer do TJUE: «legítimos, mas os direitos devem ser garantidos»
«Os Estados continuam livres de localizar os centros na Albânia» — mas o respeito pelos padrões mínimos de tratamento permanece não provado. (Parecer da AG Laila Medina)
6 de junho de 2026 — Festival de Cinema de Tribeca, Nova Iorque
«Pensava que só violavam palestinianos» — piadas sobre violação no tapete vermelho de Tribeca
«Só fui violado por dois cães israelitas» — Elon Gold, ator. «Pensava que só violavam palestinianos» — Lizzy Savetsky, influencer. Tapete vermelho do Festival de Cinema de Tribeca, 6 de junho de 2026.
O véu que cobre o rosto: uma raiz comum, três caminhos diferentes
Cristãs de lenço, judias ortodoxas de peruca, a maioria das muçulmanas de hijab: a mesma origem jurídica produz, numa única corrente minoritária do Islão, o único desfecho que cobre também o rosto.
O estômago para a guerra: quem decide, e quem paga
Uma opinião a partir de um artigo de Nathalie Tocci no The Economist: o envio de tropas europeias à Ucrânia como medida pós-cessar-fogo, o défice de mandato democrático do acordo intergovernamental, e a comparação com a opinião pública ucraniana consultada sobre as mesmas garantias.
O paradoxo dos fluxos: quando a mesma mão arma o seu próprio inimigo
Seis notícias verificadas por este site mostram o mesmo mecanismo em ação em seis governos diferentes: financiar um grupo armado que não se controla diretamente.
Três formas de apagar uma mulher: lei, corpo, morte
Submissão institucional, mutilação genital, feminicídio: três estágios do mesmo mecanismo. Uma análise direta, sem atenuantes, com os dados mais recentes sobre o Afeganistão e o mundo.
A portagem de 20% em Ormuz e o bloqueio naval não são um incidente isolado: o teste de simetria expõe a hipocrisia de ambos os lados, e o que está em jogo é a lição que deixa às novas gerações.
Rearmar-se para quê. Uma opinião que ainda não se fechou
Um percurso entre Venezuela, Irão e Gronelândia aplica à conduta dos EUA o mesmo art. 2.º(4) usado para a Rússia — com uma intuição declarada sobre a dívida e um ceticismo explícito quanto à ameaça russa.
A venda nos olhos: a Europa que troca armas por indústria
Um argumento editorial: a Europa converte fábricas de automóveis em fábricas de armas para tapar uma crise de emprego — sem construir uma iniciativa de paz europeia à altura do seu próprio arsenal.