Casos verificados em que uma norma de direito internacional foi violada — ou ameaçada de violação — em contextos que a informação internacional cobre pouco ou não cobre de todo. Cada caso é selecionado com o método SDR-70: não pela gravidade isolada, mas pelo desvio entre a gravidade do facto e a atenção que recebe. Cada peça indica a norma de referência, a fonte datada e o teste de simetria aplicado.
Condenação penal em Moscovo, sanções em Washington: duas potências, dois instrumentos diferentes, a mesma demonstração de como a justiça internacional continua romba perante quem tem o poder de a ignorar.
Três Estados, um só tratado, três pesos diferentes
Guerra para um, um acordo comercial para outro, cinquenta e sete anos de silêncio tolerado para o terceiro: o mesmo regime jurídico aplicado com três pesos diferentes.
Irão: o governo admite "milhares" de mortos nos protestos, depois executa os sobreviventes
«Estamos envergonhados perante o povo e temos a obrigação de ajudar todos os que foram prejudicados nestes acontecimentos.» — Masoud Pezeshkian, presidente iraniano
Junho de 2026 — Omer Bartov, «Israel: What Went Wrong?»
Gaza e a palavra «genocídio»: o que os organismos terceiros realmente determinaram, e porque pesa a voz de um estudioso do genocídio
«A minha conclusão inelutável é que Israel está a cometer um genocídio contra o povo palestiniano.» — Omer Bartov, estudioso do Holocausto e do genocídio (Brown University), New York Times, 15 de julho de 2025
Irão: rumo ao fim da guerra de 2026, e o nó por resolver do uso da força
Para o Secretário-Geral da ONU, os ataques dos EUA e de Israel violaram a Carta; também condenou como ilícitas as represálias iranianas contra os Estados do Golfo.
Mali: o exército e os mercenários russos do Africa Corps compõem um cadáver em forma de suástica após matar quatro civis
«Quando encontramos um ser humano cortado em pedaços para formar um símbolo nazi, por um exército regular, é verdadeiramente chocante.» — testemunha local citada pela RFI
Os Estados Unidos capturam militarmente o presidente Nicolás Maduro e anunciam que vão «governar» a Venezuela. A captura de um chefe de Estado em exercício, sem autorização do Conselho de Segurança nem legítima defesa, viola o artigo 2(4) da Carta da ONU e a imunidade dos chefes de Estado. É o teste mais puro do princípio desta plataforma: a lei vale para todos ou para ninguém.
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